segunda-feira, março 27, 2017

Medicina para além de curar, mas para cuidar!


Quando eu me deparo com a Medicina e paro para pensar no que ela realmente significa para mim, eu entendo que ela não se resume em curar. Um médico deve se preocupar em cuidar. O cuidado vem como consequência de uma boa conversa com o seu paciente, seus acompanhantes, um exame físico e talvez quem sabe algum exame complementar. 

domingo, março 26, 2017

O topo da Montanha


Ontem tive o privilégio de assistir a essa peça linda no Teatro Municipal de Uberlândia e aqui parabenizo os atores Tais Araújo e Lázaro Ramos por fazer com que eu refletisse o tempo todo, tivesse um ato de empatia com todas as situações relatadas na peça e os olhos cheios de lágrimas ao fim!
A boa notícia é que hoje ainda tem outra sessão, ou seja, vocês podem sim assisti-lá, só não sei se ainda tem ingressos disponíveis, porque ontem a sessão estava LOTADA.
É muito legal ter uma peça centrada em discussões e temas relevantes, em mostrar o quando historicamente os negros foram expostos a situações desumanas, preconceitos irracionais, discriminações que permanecem até os dias atuais por aqueles que negam uma coisa muito obvia: o fato de que somos todos iguais.
A peça nos chama a atenção e quebra os estereótipos construídos ao longo da história pela sociedade. Até me lembrou um pouco o livro A cabana, pela quebra desse paradigma estigmatizado ao qual acreditamos ser o correto, por nos ser imposto ao longo da vida.
Praticamente o tempo todo, você é convidado a sair da sua zona de conforto e ver além das aparências, se despir do preconceito velado, que infelizmente existe até hoje. Na faculdade eu desenvolvo um projeto que propõe avaliar o conhecimento das competências étnico-raciais e culturais entre os estudantes de Medicina. E como que eu me deparo? Com o fato de que a maioria dos futuros médicos não dão a mínima importância para o tema, é como se eles deslegitimassem a luta dos negros, índios, estrangeiros e refugiados e não levassem em conta todo o contexto socio, cultural e econômico no atendimento médico.
O SUS soltou recentemente um dado de que a mulher negra permanece no consultório médico cerca de 3 minutos a menos que uma mulher branca. E qual a razão disso? A discriminação que, apesar da luta de vários que pagaram inclusive com suas vidas e a vida de pessoas de sua família, ainda permanece na sociedade.

Vamos pensar que somos todos iguais, independente da sua cor de pele, seu gênero, sua religião, suas escolhas pessoais ou sua profissão. Gandhi já dizia “ Seja a Mudança que você deseja ser no mundo”, então vamos começar por nossas atitudes, nossa reflexão, pois é nela que começa a mudança. Termino por fim, com uma frase de Martin Luther King, que celebremente ilustra um pouco como deveríamos ser “Eu decidi ficar com o amor. O ódio é um fardo muito grande para se carregar.” 

sexta-feira, março 10, 2017

Ser diferente, agir localmente e viver alegremente


A vontade de fazer a diferença e alcançar os invisíveis, marginalizados, oprimidos. Fazer a diferença onde quer que eu vá. Isso é o que me motiva, me sustenta nos propósitos por mais difícil que seja.

Desde muito pequena eu já olhava para as pessoas com um olhar de compaixão, principalmente aquelas em situação de vulnerabilidades - por exemplo as que estão em situação de rua e crianças abandonadas. Na minha infância, uma das brincadeiras favoritas era brincar de ser a dona de um orfanato, talvez seja uma vontade interior de ajudar e fazer justiça aos abandonados e oprimidos. Eu me lembro de colocar várias cadeiras enfileiradas, com um pano por cima, quase sempre um lençol ou cobertor. Sobre o acento delas estavam os ursinhos, que eram no meu imaginário, abandonados e eu cuidava deles. Eu os alimentava, os ensinava a ler e a escrever, além de deixa-lo brincar, eu dava amor e carinho e eles ficavam felizes. Eu deveria ter por volta de 5-6 anos de idade, mas o senso de justiça já imperava meu coração. 

quinta-feira, março 02, 2017

O que é ser feliz?

                 Um pouco de querer bem a si é uma das coisas imprescindíveis para quem deseja o bem dos outros. Uma célula doente pode ter a capacidade de infectar milhares de outras e assim gerar patologias e anormalidades. Entretanto, uma célula normal e saudável, tem a capacidade de contribuir para a preservação do organismo, a conservação da função de determinado órgão ou tecido, a preservação do metabolismo, ou seja, contribui para uma dinâmica que funcione harmonicamente no nosso corpo. Nesse aspecto, todos hão de convir que sendo seres dissociados na sociedade, temos papel de sermos agentes de mudanças e nosso comportamento implica diretamente no outro e impacta a sociedade como um todo.
        Nós nascemos para ser feliz. Não te atrevas a deixar que o outro, alguém ou alguma circunstância roube a sua essência e a sua felicidade. Nós nascemos para sermos felizes. Felizes. E sabe onde mora a felicidade? Ah, é naquele cara, naquela bolsa, é naquele alguém, é naquele carro, é naquela casa, naquele curso da faculdade? Não. Não é em nada disso. Sabe onde mora a felicidade? No amor próprio. Naquilo que você vê ao olhar no espelho e pensa no fim do dia no que você fez, no que alcançou e conquistou, e dizer “eu me amo, acho essa pessoa sensacional, mesmo com falhas e erros persistentes, pois é alguém que tenta acertar com suas atitudes, este alguém é digno de admiração e nasceu para ser grande, para alçar grandes voos”.
            Eu não preciso sair no mundo a procura da minha alegria. Bens materiais não farão com que eu me sinta feliz, completa e realizada. Dentro de mim já mora um sentimento muito especial: a felicidade. Com isso, eu posso demonstrar a felicidade para os outros, porque o amor próprio exala pela cidade, ele compartilha sorrisos, palavras doces, alegrias e é aí que realmente mora a felicidade.

         E seja grato. Por tudo aquilo que já se passou, por tudo o que conquistou, pelos erros que provavelmente te tornaram uma pessoa melhor, pelos acertos que só confirmaram que você tem grandes qualidades e potencialidades a serem exploradas.

Fonte da imagem: Pinterest

A carne está nos matando?


O estudo em questão trata-se de uma metanálise, ou seja, uma revisão de artigos científicos publicados acerca de determinado tema. 
Foram encontrados 6 artigos, também metanálises, relevantes que versam sobre efeitos de dietas com carne e vegetarianas correlacionadas aos índices de mortalidade. As pesquisas apontam para o fato de que carnes vermelhas e processadas são altamente relacionadas ao aumento da mortalidade. 
As diferenças entre alguém que segue uma dieta vegetariana ou que consuma carne se deu nas causas de morte. Por exemplo, um estudo realizado em 2012 afirma que pessoas com dietas vegetarianas tinham menos risco de desenvolver isquemia cardíaca, o que pode levar ao infarto, ou cânceres. 
Além disso, outros estudos apontam para diminuição da incidência de doenças cardiovasculares e cerebrais vasculares em pessoas que não consomem carnes. Este mesmo estudo aponta que as dietas veganas tem efeito protetor contra a obesidade, hipertensão e diabetes mellitus tipo 2.

Fonte:
 FIELDS, Heather et al. Is Meat Killing Us? The Journal Of The American Osteopathic Association, [s.l.], v. 116, n. 5, p.296-300, 1 maio 2016. American Osteopathic Association.

Fonte imagem: PCRM Physicians Committee for Responsible Medicine